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tinto de meconio

 
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Autor Mensagem
ANA PAULA



Registo: 12 Fev 2007
Mensagens: 5
Local/Origem: TORRES NOVAS

MensagemColocada: Qua Fev 14, 2007 5:18 pm    Assunto: tinto de meconio Responder com Citação

oi,
Tenho umas certas duvidas, quando estava de 40 semanas, fui a casa de banho e quando me limpei, saiu umas postas verdes, quanto mais me limpava mais saia, na altura não sabia o que era, so soube quando a medica escreveu no livro da gravida, que tinha constatado tinto de meconio, mas não me deu qualquer explicação, so sei que a seguir me arrebetaram as águas, e era um cheiro horrivel, fui para a maternidade e so estava com 2 dedos de dilatação, depois fiquei deitada e ligada a soro e a medicamentos, atraves da veia para me almentarem a dilatação, estive assim durante 11 horas, a ter muitas dores e so consegui chegar aos 6 dedos, cheguei mesmo a dizer ao meu marido que estava no meu limite, e que iria morrer, lebro-me que estava tão mal, que nem se quer pedi epidural, nem cesariana, so queria ter o meu bebe, a dor estava incontrolavel, e depois fui fazer uma cesariana, sera que alguem me sabe responder porque que isto acontece?, Será que era necessário eu sofrer tanto? Respondam se souberem mais coisas sobre o luiquido tinto de meconio e porque acontece, pois tenho medo de uma seguna gravidez, acho que fico so com um. obrigadas.
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Ana Caseiro D. Costa



Registo: 30 Ago 2005
Mensagens: 109
Local/Origem: Cascais/Carcavelos

MensagemColocada: Sex Fev 16, 2007 10:41 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá Ana Paula,

A tua mensagem escapou-me não sei como. Nunca tinha ouvido falar desses casos, mas penso que a pessoa mais adequada para te responder será a Doula Sandra Oliveira. Ela anda com pouco tempo, mas assim que tiver um minutinho vem cá e poderá então esclarecer-te.

Quando ao sofrimento que passaste, sei por experiência própria que o facto de termos que estar deitadas numa cama/marquesa (no hospital) não ajuda nada a suportar as contrações... infelizmente ainda não é permitida a liberdade de movimentos no trabalho de parto, nem a escolha da posição para parir, etc etc... porque é muitoooooooooo mais fácil passar pelas contrações se a mulher puder mexer-se livremente e ser ela a encontrar a posição em que fica mais confortável.

Vamos esperar pela ajuda da Sandra ;)

Beijos,

Ana C.
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S. Oliveira-BioNascimento
Site Admin


Registo: 25 Mai 2005
Mensagens: 477

MensagemColocada: Dom Fev 18, 2007 2:03 am    Assunto: Re: tinto de meconio Responder com Citação

Olá Ana Paula,

Muitas desculpas por só agora responder.

Mecónio é o nome dado ás primeiras excreções fetais, e que por vezes é libertado ainda no líquido amniótico. Digamos que o líquido amniótico pode ser caracterizado de 4 formas:

claro sem grumos
claro com grupos
tinto de mecónio
mecónio espesso

Quando li a tua mensagem, fiquei deveras surpreendida com o facto de teres ficado tantas horas á espera do parto, com o líquido amniótico no estado em que referes...

Aonde é que foi o parto?

O sofrimento que descreves, é fruto de estares a receber fármacos para induzir (provocar) e acelerar o trabalho de parto/dilatação. As contrações geradas por esses fármacos( que não são mais, que as hormonas que nós geramos naturalmente, mas produzidas artificialmente) são por norma bastante violentas a nível de intensidade e frequência, ao contrário das contrações naturais. A situação que viveste é daquelas em que eu costumo sugerir ás mulheres que assim que sentirem que a dor está a começar a ser dificil de suportar, peçam a epídural ou outro fármaco de alívio da dor o mais depressa possível, de forma a nunca chegarem ao ponto de sofrimento traumático.

Compreendo que a situação que viveste te deixe bastante receosa de uma nova gravidez, mas se perceberes o que se passou, e o que gerou tamanho sofrimento, talvez seja a melhor forma de ultrapassares esses medos, e de mais facilmente conseguires que num próximo parto tenhas uma experiência feliz.

Talvez a Ana te possa ajudar a perceber o que te quero transmitir.

Vou-te transcrever o que diz o livro da Universidade de Oxford: Guia para a atenção efectiva na gravidez e parto. Infelizmente não há edição deste livro em Portugal, mas é considerado por muitos, o livro que melhor resume as evidências ciêntificas mais fiáveis.

"A eliminação de mecónio está associada a aumento de risco intraparto, morte neonatal e várias medidas de morbilidade neonatal, como baixo índice de Apgar ou comprometimento do equilíbrio ácido-básico. Parte dessa associação, mas não toda, é explicada por problemas respiratórios causados pela aspiração do mecónio.

O mecónio espesso observado no início do trabalho de parto constitui o pior diagnóstico, e está associado a um aumento de cinco a sete vezes do risco de morte perinatal. O mecónio espesso também, não-diluído, também reflecte redução do volume do líquido amniótico no início do trabalho de parto, que é por si só, um factor de risco significativo. A leve coloração do líquido amniótico no início do trabalho de parto provavelmente reflecte um pequeno aumento do risco, mas há controvérsias.
A presença de líquido amniótico meconial no início do trabalho de parto reflecte eventos ocorridos anteriormente. Pode ser um sinal de comprometimento da função placentária que expõe o feto ao risco de hipoxia (fornecimento inadequado de oxigénio) durante o trabalho de parto.
A eliminação de mecónio pela primeira vez após o início do trabalho de parto é menos comum, e parece ter um risco associado intermediário entre a eliminação precoce de mecónio em pequena e em grande quantidade.
Qualquer que seja o grau ou o aumento da eliminação de mecónio, os riscos relacionados são maiores se houver anormalidades da frequência cardíaca fetal."

Como sabes não me compete fazer julgamentos clínicos do que te aconteceu, mas penso que daqui consegues tirar as respostas que precisas.

Depois diz o qe te vai na alma.

Bjs
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ANA PAULA



Registo: 12 Fev 2007
Mensagens: 5
Local/Origem: TORRES NOVAS

MensagemColocada: Qua Fev 21, 2007 9:16 pm    Assunto: Responder com Citação

olá Sandra,


Muito obrigada pelo esclarecimento, pois andei até hoje, sempre à procura da resposta, e o que encontrava era muito vago, e pessoas especializadas, na altura, ja fez 4 anos, nunca me quiseram dar muitas explicações, pois o importante é que tudo correu bem, e o que passou passou, eu até posso entender em parte a resposta, mas se eu tinha enteresse em saber, tinham a obrigação de me explicar, porque lá porque não somos médicos, temos o direito de saber as coisas, ou não ?

Na opinião deles, acham que nós nada temos a saber, só que se explicassem as coisas como deve ser, ás vezes podia-se evitar muitas coisas, e a Sandra já vai entender porquê, pois eu vou-lhe a minha história.


Quando descobri que estava grávida, fui logo à medica de familia, pois, não tinha situação financeira, que me primitisse, fazer uma gravidez vigiada por um genecologista a particular, disse-lhe que tinha feito o teste da farmácia, mas ela disse logo que esse não era válido, e que ia fazer a analise, e assim fui.


Como estava ansiosa assim que recebi e vi que era positivo, fui logo ao consultorio dela a particular, para saber, qual os passos a seguir, pois queria que tudo corresse bem, porque se não fosse, teria que esperar para a outra semana, que era quando ela me podia atender.


Tenho a dizer que nunca fui tão bem atendida como naquele dia, nem parecia a mesma medica que eu já conhecia a tantos anos, mas depressa descobri, é que estava-lhe a pagar, sim, pois quando passei a ir ao consultorio, no posto médico, pouco ligava.


Tudo corria bem, quando por volta dos 4 meses, comecei a sentir dores, na parte abdominal, e fui à medica, que me mandou fazer uma ecografia urgente, so que não escreveu, so falou por boca, fui para marcar a ecografia, so que estava tudo muito cheio, e não me a faziam em menos de 1 mês, fiquei preocupada e maiso meu marido, e até fomos a particular, mas estava tudo cheio , e alem dissso estavamos no mes de Agosto, e eu continuava com as benditas dores, então o meu marido disse-me, olha tu vais é ao hospital de Abrantes, e assim foi, so sei que nunca deveria ter la posto os pés, sim, pois não houve nada que o médico não me dissesse, até me disse que eu estava a roubar, a consulta a outra pessoa, eu so lhe disse, que não era a minha intenção e se estava ali, é porque estava com dores e preocupada que algo estivesse mal, so sei que aquilo, não foi consulta, nem foi nada, so serviu, para eu sair de la a chorar e sem saber o que fazer, visto que nem a pagar, eu tinha conseguido ser vista.



Bem tive que esperar que me fizessem a ecografia, e as dores continuavam, a minha médica, quando viu a ecografia disse-me que aparente estava tudo bem , mas para eu ir a uma consulta a pagar de genecologia, e eu fui, o médico foi impecavel, espero que ele seja o mesmo quando estiver atender no serviço publico, disse-me que o bebe estava bem, mas como o meu trabalho exegia de mim esforço e trabalhava com produtos toxicos, passou-me uma carta para a minha medica de familia para me dar baixa até ao final e disse-me para eu repousar, e deu-me uns comprimidos para as dores.



Bem as dores acalmaram, mas até ao final da gravidez permaneceram.
Quando estava de 28 semanas a minha médica disse-me que me ia passar pra o Hospital de Torres Novas, e eu disse esta bem.

Quando fui a primeira consulta, ja eu estava em acção de ser observada pela médica, quando ela me pergunta, como é que eu fui ali parar, e eu disse , então foi a minha médica de familia, que me disse que eu passava a vir agora aqui.

Mas voces so veem para aqui as 32 semanas, eu disse, olhe eu não sei, bem viu-me, e disse logo para a enfermeira,que aquele ia ser geitoso, pois estava muito em cima.

Quando precisei que me renovasse a baixa, foi outra fantochada, disse-me que não passava baixa nenhuma, pois nao tinha referencias, nenhumas da minha medica de familia, eu expliquei-lhe bem o que tinha se passado, entao ela que a passe, respondeu-me ela.


Bem fui a minha medica,que por sua vez tambem disse que competia a outra, passar a baixa, fiquei num dilema e sem saber o que fazer.


beijinhos

Então fui à segurança social, e falei no meu caso e o que era preciso fazer, para por licença de materninade, e foi então que eles disseram, que eu não tinha que por nenhuma licença e que a medica do hospital tinha que passar a baixa, se não, eles tratavam do assunto.


Penssei, para comigo, mais uma que eu vou ouvir, então se ela e geitosa, e não me enganei, quando lhe falei, disse-me logo, mas o que é que foi lá fazer?

E eu disse, eu so la fui porque tanto a senhora como a minha médica assim o quiseram, ou achavam que eu ia ficar a perder, eu desconto e mais o meu marido, é para isso mesmo, ter quando preciso, agora a senhora doutora é que sabe, ou passsa a baixa ou não, é consigo.


Pois,foi remedio santo, passou a baixa, agora eu pergunto, era preciso tanta coisa? Enfim., santa paciência.

Faltava um dia para eu acabar o tempo de gravidez, quando fui para abrir a porta do carro, para ir para casa, pois tinha ido as aula da preparação do parto, quando comecei a sentir tantas dores que não fui capaz, liguei pra o meu marido, me vir buscar, quando chegou já trasia a minha mae, e a dizer vamos pra o hospital., e eu tu tas é maluco, ainda é cedo.


Bem fui para casa , mal dormi nessa noite, no outro dia as dores ensistiam, mas eu fiz-me de forte e para mim dizia, calma tens de aguentar.

As pessoas que estavam mais proximas, diziam, tu não podes estar assim, tens de ir, mas eu firme, tive que omitir que estava aflita, para que não me tivessem sempre a falar no hospital, bem pasou-se o sabado, no domingo a mesma coisa, mas mais intensas, era ja meia noite quando a minha mãe me disse uma coisa que me tocou muito, olha la Paula, tu queres la chegar ao hospital e eles digam que ja e tarde?

Aí eu não penssei duas vezes e disse, ao meu marido, vamos.
Fui bem atendida, fizeram o CTG, e disseram que estava tudo bem para ir para casa, mas para não faltar ao CTG que tinha no outro dia em Torres Novas, fiquei admirada e até me questionei, mas porque motivo ele me fala assim?

Há disse-me que era uma barriga de água, eu nem perguntei-lhe o que queria ele dizer com isso, porque eu estava ja um pouco "anestesiada com as dores desde sexta-feira".

Então na segunda quando me levanto e vou a casa de banho, quando me vou a limpar, vem uma pasta verde escuro e espesso, e quanto mais limpava, mais saia, chamei aflita o meu marido, tambem ficou a olhar, pois vimos que nada tinha haver com o que a enfermeira, falou nas aulas do que era o rolhao mucoso.


Quando cheguei ao hospital para fazer o CTG, disse logo a enfermeira o que me tinha acontecido, e ela respondeu, ou Ana esta-se a preparar, com sorte ainda fazemos nos aqui o parto, e eu voltei a falar, mas eu estou a achar isto muito esquesito, não sei não, enfermeira, mas ela disse para eu estar tranquila que era assim.


Bem so por volta do meio dia é que fui vista pela medica, que quando, viu e que soube que tinha ido ao hospital de abrantes na noite anterior, disse logo,: nao penssem que vem para cima de mim se as coisas correrem mal, eles não tinham nada que a mandar para casa.


Quando ouvi isto, eu nem sei o que havia de penssar, quer dizer estou aqui a que horas, a dizer que algo não esta bem, e agora oiço mais esta, mas que mais me ira acontecer meu Deus.


Fui para o Hospital de Abrantes com o meu marido, quando ia a sair do Hospital de Torres Novas, arrebetaram as águas, molhei o carro todo, e era um cheiro insuportavel, quando la cheguei fui observada, e estava com 2 dedos de diltação, levaram-me para um quarto onde me ligaram o CTG, meteram a soro e a outro farmaco para me almentarem as dores, e depois foi sofrer até as 22h15m para so conseguir 6 dedos de dilatação e asseguir fazer uma cesariana, porque as coisas estavam a ficar complicadas.


Quando acordei era meia-noite, cheia de frio e com muita sede, levaram-me para o quarto, e la me deixaram, nem me mostrararam o meu bebe, ao fim de algum tempo, é que vi que estava la uma campainha e toquei, perguntaram o que é que eu queria, e eu respondi, é que eu ainda nao vi o meu bebe, entao la mo puseram ao peito, que coisa linda, nem me lembrei mais do que tinha passado, era um sonho.


No outro dia fiquei a saber que o meu bebe tinha nascido com 3,680gr. e com 50,5cm de comprimento, e que nunca teria tido bacia suficiente para o ter.


Ao fim de 4 dias fui para casa, até ai tudo bem, o miguel portava-se bem e dormia bem, so que depois passados 4 dias de estar em casa tive uma troboflebite, numa perna, dde novo no hospital, tive que ficar enternada, fiquei aquase uma semana, na manha seguinte ao dar entrada no hospital, perguntaram se eu dava banho ao bebe, e eu disse, que nao podia por a perna no chao, entao responderam que podia dar banho entre as minhas pernas, então não disse mais nada e o meu marido começou a dar banho ao bebe quando me vinha ver a noite.


Inicialmente o medico falou que eu so iria ficar 2 dias, e eu fiquei nessa ilusão, so que quando veio o 4 dia, disse-lhe que ja estava farta de hospital e queria ir para casa, foi neste tempo que fiquei a saber por outra senhora, que o que eu lhe tinha descrevido, que me acontecera, antes das aguas me arrebetararem, nao era nada bom, mas tambem não sabia o que era, e quais as consequencias, claro que fiquei aflita, e disse ao meu marido para questionar o medico, so que eles responderam que não havia nada demais e que o bebe estava bem, que o pior tinha passado, so que eu não me conformei, pois quantas vezes, as coisas aparecem ao fim de algum tempo, e eu queria saber a verdade, so que numa me explicaram.



Então como queria vir para casa, e queria saber o que se passou, madaram-me a uma consulta de pesiquiatria a satarem, com o meu marido e o meu filho e dependia da medica se eu ia ter alta ou não.

Entrei pelo lado da pedopsiquiatria, a medica falou comigo, e com o meu marido, pegou no meu bebe e mandou-me ir para o canto da sala falar, para ver se o bebe conhecia a minha voz, foi entao que ela disse que aquele bebe conhecia muito bem a voz da mae e que estva tudo bem.


Cheguei ao hospital e deram-me alta, há mas antes disto um dia enquanto estava entrenada, o meu bebe, estava deitado e ele engasgou-se, chamei o enfermeiro à pressa que veio logo, e po-lo de cabeça para baixo e deu-lhe uma palmada para chorar, e eu disse a chorar, meu Deus, se isso me acontecer eu nunca vou ser capaz de lhe fazer isso, e ele respondeu, quando a Ana se ver sozinha você vai conseguir sim, de certeza.


Bem vim para casa, no dia 7 de Fevereiro, estava a dar de mamar ao Miguel, sentada na minha cama e o meu marido deitado ao meu lado, o Miguel engasga-se não sei como, vejo a ficar roxo, gritei, saltei da cama e fiz o que o enfermeiro me tinha dito sem penssar, fiquei muito assustada, ninguem sabe o que eu senti, e fiquei desesperada e na angustia, se ele se tinha engasgado, ou se era alguma coisa haver com o que se tinha passado antes de ele nascer, o miguel ficou bem, mas eu não estava e disse para o meu marido, temos de chamar um pediatra a casa pra ver e me esclarecer, ele respondeu-me que eu não estava bem, liguei para a minha irma e pedi para me trazer um pediatra, so que ela, ligou para o 112, e fomos ao hospital, a emfermeira da tiragem, foi uma parva, e disse-me que o que é que eu estava ali a fazer, que o bebe estava bem, mas depois la foi visto pela medica, que disse-me que ele iria ficar para observação, mais apavorada fiquei, o que teria o meu menino, porque?


Mais tarde compreendi que tinha ficado, não por ele mas por mim, sim eles acharam que eu estava a entrar em depressão pos-parto, fui ao psicolgo do Hospital, que me disse que se eu fosse intelegente estaria la quando ele viesse daqui a 2 dias, na altura não o compreendi, pois so penssava no meu filho na sua saude, sim porque me foi dito, que ele ficava para observação, quiseram-me dar um comprimido para dormir e descanssar, e eu recusei, pois estava a dar de mamar, há mas o seu filho pode beber biberão, e eu disse que não, que tinha mama, e que por ele podia até passar sem dormir, foi então que eles no outro dia de manha disseram que era melhor eu ir a Santarem, a uma nova consulta de psiquiatria, fiquei sem preceber, mas se era o que eles queriam, disse que sim , na ilusão que seria uma consulta como da outra vez, so que desta vez foi diferente, é que ja não levei o meu filho e não entrei pela pedopsiquiatria, e disse ao meu marido, que aquilo que me estava acontecer não era normal, la na consulta vi a medica a ler uma carta que o Hospital de Torres Novas enviara, e depois mandou o meu marido obrigar-me a tomar o liquido, ao qual eu recusei, então ela escreveu outra carta e mandou-me para o curry cabral, eu nem queria acreditar, no que me estava acontecer, e so me lembrava do meu bebe, que precisava de mamar, quando acabamos de falar com a medica, ela disse, na minha opinião, ele não precisava passar por isto mas, eu não posso fazer nada, ele ja vem com ordem de internamento, ao acabar de ouvir estas palavras fiquei apavorada, e supliquei ao meu marido que não me deixa-se ali, chorava eu e chorava ele, levara-me, e deram -me uma injecção, amarraram-me com cintos fechados a cadeado, disse-lhes que aquilo não era preciso, eu não fugia, e que me doia nuito a barriga por causa da cesareana, mas foi em vão, era meia-noite quando me levaram numa ambulancia de transporte, não sabia para onde ia, e caiam as lagrimas pelo rosto, um senhor que ia sentado a minha frente, perguntou-me porque chorava e eu repondi, que tinha o meu bebe no hospital e que já à muitas horas que não mamava.


Quando chegamos levaram-me para um quarto, onde dormi, quando acordei, vi escrito nos lençois e na fronha da almofa hospital julio de matos, não queria acreditar, estava uma senhora noutra cama acordada, e foi entao que lhe disse, diga-me por favor, isto não é o julio de matos pois não, e ela dise-me, é sim. Eu não queria acreditar no que estava a ouvir, e senti como o mundo tivesse caido em cima da minha cabeça, e sozinha no mundo, sem saber o porque de estar ali, nesse dia não tive visitas, o meu marido telefonou, e disse-me que ia no outro dia, que ja soube tarde que eu tinha ido para ali, pedi apenas para que não viesse muita gente, nem que se soubesse, e perguntei pelo nosso meninio, se estava bem e se ja tinha ido para casa, disse-me que sim.


No outro dia, veio me ver, mais a minha mãe, supliquei que me tirassem dali, tinha medo de estar naquele lugar e porque estava ali, não fiz nada a ninguem, não tentei suicidio, nem coisa parecida, so porque tive medo do que se passou com o meu filho, bem na 4ªfeira falei com a médica, onde tambem estava o meu marido, diss que eu estava calma, e que iria para casa na sexta, logo se via se era de vez ou se voltava, e foi assim na sexta sai, foram apenas 4 dias, mas para mim foi como se fosse 4 seculos, vim com medicação, e disse que teria que ser vista por um colega dela no praso de uma semana para mudar a medicação, esperei 3 semanas, e nunca mais era visto pelo medico, entao decedi sozinha a pouco e pouco deixar a medicação, sem ninguem saber, apesar do meu marido desconfiar, e depois quando deixei por completo ja ao fim de um mês ter saido do hospital e sem me chamarem a a outro medico, disse ao meu marido que queria ir a um psiquiatra a particular, para saber a opinião dele, e assim foi, fomos, contei-lhe o que tinha acontecido, juntamente com o meu marido, e ele so me disse para eu tentar esquecer o que se passou e que eu não tive qualquer depressão, e que não tinha havido necessidade por tudo aquilo que eu passei, e foi assim a minha história.


Esquecer, não consigo porque as dores do parto foram muitas, não tem explicassão mas a dor de ficar sem o meu bebe, foi bem pior, não se faz, não tinham razão para agir da maneira que agiram.
Isto tudo porque nunca tiveram uma conversa frente a frente comigo e franca, mais uma vez muito obrigada Sandra, desculpe-me massa-la com esta historia tão longa, mas é por isto que eu acho que as pessoas devem ser esclasrecidas.
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S. Oliveira-BioNascimento
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Registo: 25 Mai 2005
Mensagens: 477

MensagemColocada: Dom Fev 25, 2007 4:28 pm    Assunto: Responder com Citação

Ana estou sem palavras mas com muitas lágrimas....

Apetece-me abraçar-te...pensava que situações destas não aconteciam no nosso país...

O teu bebé esteve em risco sim, e tu sofreste de neglicência, seguida de negligência...não estavas informada, mas o teu instinto de mãe sentia e sabia que algo não estava bem, e parece que isso foi o quanto bastasse para te quererem calar...

Sabes, acho que é mais do que tempo dos utentes serem informados, e deixarem de serem tratados como ignorantes. A medicina aprende-se nos livros e na prática. Nós utentes não precisamos de ser médicos para sermos informados, ler sabemos, e a prática temo-la no nosso corpo. Nós somos os primeiros a fazer os nossos próprios diagnósticos e despistes.

Como Doula tento transmitir isso ás grávidas. Não faz grande sentido estarmos sempre a contar que seja de fora que venham as informações relativamente ao bem-estar dos nossos filhos, quando eles estão dentro de nós. A tecnologia é útil, mas há que ser usada com peso e medida. E a palavra de uma mãe em primeiro lugar.

Confio muita na medicina, mas num médico, só confio, quando ele também confia em mim!

Imagino que a experiência que viveste te marcou e te foi muito difícil, mas seguramente que te fez crescer como pessoa, e te trouxe uma vivência que te mudou a forma de ver as coisas. Espero que te tenha trazido também confiança! Agora sabes que todos os teus receios eram fundamentados, por isso não desprezes nunca o que possas sentir relativamente ao teu corpo e ao do teu filho. Tu conhece-los melhor que ninguém.

Um beijo de grande respeito,
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ANA PAULA



Registo: 12 Fev 2007
Mensagens: 5
Local/Origem: TORRES NOVAS

MensagemColocada: Qui Mar 01, 2007 8:12 pm    Assunto: Tinto de meconio Responder com Citação

Sandra, não tenho palavras que cheguem para te agradecer, tanto pelos esclarecimentos, como pelo carinho que me tentas transmitir através das tuas palavras, estou eternamente grata, pois acabas-tes com uma pagina da minha vida que ainda se encontrava aberta e eu queria tanto fecha-la.

Olha Sandra, quando me dizes que a experiência que vivi, me marcou, mas que me fez crescer como pessoa, isso não tenhas dúvidas, foi realmente a maior lição da minha vida até hoje, apesar tambem de ser a maior partida que a vida me deu, mas temos de aprender, e tirar lições.


Sandra eu nunca duvidei que tinha sofrido de negligência, mas a tua resposta serviu para mostrar a algumas pessoas, que realmente eu tinha razão, e que quando falei dos meus medos, não acreditaram, e que quando tive enternada, tambem acreditaram que não estava bem, que estava com depressão pos-parto, enfim, olha durante muito tempo, quando pessoas de fora me diziam:( Então, como tás? Ouvi dizer que tivestes com depressão pos-parto.), ficava revoltada e sem saber muito bem as vezes como responder, até que um dia disse basta, penssem o que quiserem, e so lhes respodia se sabiam o que era uma depressão pos-parto, porque então estavam as mulheres que sofrem de depresao pos-parto todas bem, visto que a minha curou-se em 4 dias de hospitalização e mais 15dias de medicação em que eu é que fui deixando lentamente a medicação.3344


Sandra muito obrigada, do fundo do meu coração, olha ja agora tenho a dizer-te que a minha sobrinha já nasceu, correu tudo bem, foi de parto normal, mas a minha irmã pediu a epidural porque as dores já estavam a ser muitas, pois tambem lhe foi induzido farmacos, para acelarem a dilatação, e a menina estava muito em cima, e estava dificil de ela descer, mas correu tudo bem e é linda, nasceu com 48cm e 3.380grs,e a minha irmã segundo o meu cunhado tambem portou-se bem, ja estão em casa.


Beijinhos Sandra, és uma amiga do coração, obrigada.
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S. Oliveira-BioNascimento
Site Admin


Registo: 25 Mai 2005
Mensagens: 477

MensagemColocada: Sex Mar 02, 2007 11:43 am    Assunto: Re: Tinto de meconio Responder com Citação

Ana Paula,

As minhas palavras são genuínas, e acredita que só te consegui transmitir porque foram escritas, porque fiquei mesmo sem reacção e com uma grande angustia, e sei que não fui a única.

Sei que a situação tocou de tal forma outras mulheres deste fórum, que nem palavras escritas conseguiram transmitir.

És uma Mulher de muita garra!!

Fico contente em saber que correu tudo bem com a tua sobrinha. Não resisto a deixar só alguns comentários a algumas das coisas que referes relativamente á tua irmã:

- "mas a minha irmã pediu a epidural porque as dores já estavam a ser muitas, pois tambem lhe foi induzido farmacos" - numa situação como essa, é claro que se pede a epídural. Com os fármacos a provocarem contrações não naturais, que deixam de ter intervalos, e com uma intensidade completamente desproporcional ao que a mulher e bebé estão prontos, pode ser violentissimo e traumático tanto para a mulher como para o bebé. Não querendo com isto dizer que a epídural é a solução, pelo contrário, a solução é fazermos por não permitirmos entrar nesse tipo de situações.

- "para acelarem a dilatação" - o tempo é o maior inimigo do parto. O mais curioso é que parece que os que têm menos capacidade de espera são todos menos a mulher e o bebé...Sem comentários! O Artigo que está no site sobre o Controlo Activo do Parto (Active Management of Labor) do Marsden Wagner, explica muito bem esta questão do cronómetro no parto.

- "e estava dificil de ela descer" - Naturalmente! Recorendo a uma analogia: Quando alguém diz: vou subir as escadas para cima, gozamos, porque é impossível subi-las para baixo, mas parece que os nossos bebés têm que descer, com as mães em posição de subir...Enfim...acordemos!

-"e a minha irmã segundo o meu cunhado tambem portou-se bem" Desculpa Ana Paula, mas esta é uma frase que me deixa com os "cabelos em pé"! Das 34 mulheres que acompanhei nunca vi nenhuma portar-se mal, mas vi muitas infelizmente a terem que se controlar, para que no fim lhes fosse dito que se tinham portado bem. Mas afinal quem é que está a prestar cuidados a quem? Se há alguém que se pode portar mal, a mulher não é de certeza!

Bem, mas voltando a ti, eu também te agradeço, principalmente pela coragem de partilhares emoções e momentos que te foram tão dificieis. A tua partilha vai fazer pensar outras mulheres.

Obrigada por existires!!

Um beijo ENORME!!!
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ANA PAULA



Registo: 12 Fev 2007
Mensagens: 5
Local/Origem: TORRES NOVAS

MensagemColocada: Sáb Mar 03, 2007 12:10 am    Assunto: TINTO MECONIO Responder com Citação

Sandra, par ti um infinito obrigado, acredita que hoje sou uma nova mulher, mas chorei lagrimas infinitas, durante um longo tempo, muitas vezes tive necessidade de falar do assunto e não ter com quem, porque cada vez que tentava falar, principalmente com o meu marido, ele me dizia: esquece. Pois é, falar é fácil e a palavra até é bem curta, so que quem passou por tudo fui eu, e hoje, por vezes ao recordar, ainda não consigo deixar que as lagrimas me caiam, mas bem, chorar lava a alma, e temos que erguer a cabeça e seguir em frente, passei por muito, mas tenho o meu filho que é o melhor que Deus me deu, e a Deus agradeço, por ter conseguido superar e seguir em frente.

Muito obrigada Sandra, e ainda bem que existes, nunca terei palavras, para te explicar como me ajudas-tes.


Muitos beijinhos do fundo do meu coração.
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