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Candidíase mamária

 
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Autor Mensagem
Sílvia



Registo: 24 Ago 2005
Mensagens: 97
Local/Origem: Odivelas

MensagemColocada: Dom Jan 18, 2009 7:46 pm    Assunto: Candidíase mamária Responder com Citação

ATENÇÃO: Não estacionar diante deste tópico. Entrada e saída de informação a qualquer hora do dia ou da noite. O mesmo é dizer: estou constantemente a reeditá-lo, conforme o tempo mo permite. E ainda está tanto por dizer...

O prurido (comichão) é notório, às vezes de enlouquecer, localizado no mamilo e/ou auréola, estendendo-se, eventualmente, ao interior da mama? Tem o mamilo e/ou auréola (ou parte dela) muito irritados, sensíveis, avermelhados, doloridos ou até exsudativos (largando um líquido amarelo transparente, como se fosse uma queimadura de 2º grau)? A pele vai caindo na zona irritada, revelando sempre nova pele igualmente sensível? O seu bebé apresenta a língua com manchinhas esbranquiçadas que se estendem (ou não) aos lábios e interior das bochechas? Se ainda não parou de dizer "Sim!", tem, muito provavelmente, uma candidíase mamária... que não é o fim do mundo e é uma situação muito comum, embora extremamente incómoda e mesmo dolorosa.

As causa para uma candidíase podem ser as mais diversas e dependem da localização da mesma - se é oral, genital, mamária, entre outras. Aliás, o melhor será falar em factores desencadeantes, em vez de causas, uma vez que o stress, os maus hábitos alimentares, uma gravidez, um estado de debilidade imunitária podem desencadear ou favorecer o processo de infecção...

Esta doença tem origem num fungo (ou fermento), a candida, que nos coloniza, em circusntâncias normais, diversas partes do nosso organismo. Acontece que, em determinados contextos, este fungo pode tornar-se patogénico, proliferando para lá daquilo que são os seus níveis normais num organismo saudável. Por exemplo, a candida albicans não consegue sobreviver no tecido vaginal com um ph dito normal. Mas, se uma mulher vê alterada o ph dos seus tecidos vaginais, na sequência, por exemplo, de uma terapia hormonal ou com antibióticos, então o fungo, à partida inofensivo, prolifera desmesuradamente, manifestando-se então os sintomas de candidíase.

No caso da candidíase mamária, a causa está muitas vezes no próprio bebé, que tem a sua mucosa oral e restante aparelho digestivo colonizados por este fungo. Isto acontecendo, não é pronúncio de contágio obrigatório da mãe que o amamenta. No entanto, se o bebé estiver infectado e a mãe desenvolver uma greta, fissura, ou ferida de qualquer natureza num mamilo ou auréola, então o contágio torna-se muito provável. Saliente-se ainda o facto de uma criança poder ter candidíase assintomática, isto é, está infectada mas não apresenta sintomas.

Enquanto não tenho tempo para escrever um tópico em condições sobre o tratamento efectivo deste grande incómodo, aqui deixo o link, que pode estar a fazer falta a algumas mamãs. Vale a pena experimentar, antes de passar aos fármacos, aos quais a candida albicans se está a tornar cada vez mais resistente - falo do tratamento da mãe, não do bebé. Hoje fica a informação assim, a correr. Depois volto, com informação complementar. Fica então o link:

http://www.farmodietica.com/candidal.html

;)

Primeira informação complementar a ter em conta: na embalagem do produto pode ler-se que o mesmo não está recomendado na gravidez, a lactantes, nem crianças. Atenção que "não estar recomendado" não é o mesmo que "estar desaconselhado". Esta mesma menção consta de uma grande parte dos antifúngicos prescritos às mães que amamentam, justamente porque os médicos ponderam a relação risco/benefício da sua utilização e entendem que é conveniente usá-los; e/ou porque sabem que estas salvaguardas têm muitas vezes a ver com o facto de não haver estudos que comprovem a inocuidade dos fármacos em causa - isso não quer dizer que sejam realmente perigosos, quer dizer simplesmente que não é possível dar garantias de que não façam mal, porque ninguém os testou em mães que amamentam. Para termos uma ideia do que estou a dizer, quando uma infecção por candida albicans se torna particularmente rebelde, os médicos costumam prescrever o conhecido Diflucan. Ora, consultando o prontuário do Infarmed, verificamos que este medicamento está contra-indicado no período de aleitamento:

http://www.infarmed.pt/prontuario/mostra.php?origem=ono&flag_palavra_exacta=1&id=87&palavra=Fluconazol+ITF+50+mg+C%E1psulas&flag=1

Da mesma forma, o Dacktarin (gel oral), usado no tratamento dos "sapinhos" (candidíase oral) tomado tantas vezes por inócuo para os nossos bebés, pode implicar um sério risco de asfixia, sabiam? É só ler a bula do medicamento: "Não dê Daktrin a lactentes com menos de 6 meses por causa do risco de asfixia.(...) Daktarin gel oral é viscoso, assegurando a sua permanência na boca o máximo tempo possível. (...) Certifique-se de que o gel oral não obstroi a garganta da criança, provocando engasgamento." Isto para que fique claro que a relação risco/benefício terá de ser sempre muito bem avaliada, seja qual for a nossa opção terapêutica.

Aqui fica o link para um artigo muito esclarecedor acerca da planta que confere ao produto acima citado (o Candidal) o seu poder antifúngico:

http://www.lovelyhealth.com/horopito.htm

Acrescento ainda que a qualquer terapêutica pela qual venhamos a optar, podemos juntar algumas medidas coadjuvantes muito úteis:

- Não abusar de açúcares (seja sacarose, frutose, lactose...), o que não quer dizer que tenhamos de os erradicar da nossa alimentação. Podemos é ter o cuidado, depois de consumir alimentos doces, de roer uma maçã, de preferência com casca (sendo biológica), que tem um excelente poder de neutralizar os ácidos resultantes da decomposição dos açúcares - é que a candida albicans ADORA meios ligeiramente ácidos! - e ainda beneficia a recuperação dos "bons fermentos" na nossa flora intestinal, que contribuirão, por sua vez, para destruir fungos indesejáveis (como a candida albicans);

- Reforçar as defesas que confere uma flora intestinal saudável, através, se necessário, do reforço destes fermentos, por meio do consumo de produtos probióticos, que não tem de passar forçosamente pelo consumo de produtos lácteos - existem no mercado uma série de cápsulas e gotas para este fim, como por exemplo o Biogaia, usado em bebés, e tantos outros disponíveis em qualquer ervanária ou casa de produtos dietéticos;

- Consumir alho cru - fácil, se optarmos pelas cápsulas de óleo de alho cru - Com um poderosíssimo poder desinfestante;

- Não usar sutãs apertados, dar preferência aos de algodão e pôr de parte os discos de amamentação - usar simplesmente discos 100% algodão, daqueles desmaquilhantes. Estes têm a vantagem de evitar o contacto directo com roupa de fibras sintéticas; tornam suave a separação da pele, caso esta se apresente com exsudado (a purgar líquido amarelo transparente, como acontece numa queimadura, em resultado de um processo inflamatório ou infeccioso). Assim, se o algodão aderir à pele, só temos de o encharcar em água morna e retirá-lo devagarinho, sem esfolar a auréola ou o mamilo, o que é dolorosíssimo, se acontecer directamente com o sutiã!

- Pôr de parte qualquer tipo de protecção dos mamilos ou "conchas" - estes artefactos provocam a elevação da temperatura junto à pele e, sendo de silicone e plástico, impedem a "respiração" e contibuem para a condensação da humidade no seu interior, ou seja, um verdadeiro paraíso para a candidíase. A circulação de ar junto aos mamilos é bom, sempre que possível, mas se pudermos andar mesmo de maminhas ao léu; caso contrário é muito melhor optrar pelos discos de algodão, mesmo que as "conchas" ou protectores tenham buraquinhos;

- Lavar as mamocas com qualquer produto detergente não agressivo é importante, sobretudo se a pele se apresentar lesada (com gretas, fissuras, êmpolas...), uma vez que, nestes casos, a infecção por staphyloccocus aureus pode aparecer a qualquer momento, convidando para a festa um antibiótico! O motivo pelo qual é muito comum ouvirmos/lermos o conselho para não usar sabões ou sabonetes, tem a ver com o facto destesa terem muito frequntemente um ph ligeiramnete ácido, que a maior parte dos fungos adora - os famosos sabonetes ph 5.5 (idêntico ao da pele). Logo, o melhor será procurar algo que se aproxime do ph neutro (7), enquanto durar este incómodo;

- Tratar simultaneamente o bebé, provavelmente infectado, mesmo que assintomático, com medidas exclusivamente acompanhadas por profissional de saúde - agora, neste ponto, dar-me-ia imenso jeito saber se alguma mamã tem experiência das potencialidades da homeopatia neste campo...
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hecep



Registo: 26 Mar 2008
Mensagens: 58

MensagemColocada: Seg Jan 26, 2009 5:07 pm    Assunto: Responder com Citação

O que nos disseram na formação é que segundo a Dr.ª Sofia Quintero-Romero deve-se usar um creme como o creme Kenakomb com um corticoide e antibiótico.
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Sílvia



Registo: 24 Ago 2005
Mensagens: 97
Local/Origem: Odivelas

MensagemColocada: Seg Jan 26, 2009 6:48 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá, hecep!

Obrigada pela achega e, sobretudo, por me lembrares que tenho este tópico "pendurado" há demasiado tempo, mas de facto o trabalho não perdoa... Vou tentar completá-lo à medida das minhas possibilidades...

Pois o que vos ensinaram pode ser um procedimento útil, mas apenas numa fase já bastante complicada do problema, isto é, quando sobreveio ao problema inicial - uma mera infecção fúngica - uma infecção bacteriana, causada por staphyloccocus aureus, caracterizada justamente pelo exsudado que deixa crostas amarelas douradas, de que falei lá em cima. Tal como disse, para evitar que a situação chegue a este ponto, é muito importante ir lavando a mama afectada com uma solução detergente não agressiva, enquanto durar o tratamento com antifúngicos (de que queria falar ainda...). Aliás, enquanto esta sobreinfecção não se manifestar, o uso de antibióticos pode revelar-se desastroso, uma vez que desequilibra as defesas do nosso organismo face à proliferação de fungos, como a candida albicans. Muito cuidado, portanto, com o uso de antibióticos. De resto, posso acrescentar desde já que, a partir do momento em que se manifesta uma infecção bacteriana, a resolução do problema muito dificilmente se alcança por meio de medicação de uso tópico, sendo muitas vezes necessária a terapia com antibiótico tomado por via oral, normalmente a dicloxacilina.

Assim que possa continuo...

;)
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