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Parto em Casa - Alerta/Denúncia - Muito importante!

 
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Autor Mensagem
S. Oliveira-BioNascimento
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Registo: 25 Mai 2005
Mensagens: 477

MensagemColocada: Dom Abr 01, 2012 10:37 pm    Assunto: Parto em Casa - Alerta/Denúncia - Muito importante! Responder com Citação

O propósito desta publicação é o de alertar as Mães/Familías que estivessem a planear um Parto em Casa com a Enfermeira em causa.

No passado dia 16 de Março, no programa Boa Tarde da SIC, a situação veio a público, e com os testemunhos que a minha Nota anterior não poderia fazer. Portanto, agora com muitos mais esclarecimentos.

Parte I

http://sic.sapo.pt/programas/boatarde/article1402372.ece

Parte II

http://sic.sapo.pt/programas/boatarde/article1402371.ece

Neste programa, pode-se ouvir a explicação que a Ordem dos Enfermeiros deu relativamente ao facto de há quase 2 anos ter vários processos agredados ao da Adelaide de Sousa, sem qualquer conclusão ainda divulgada. Assim como o facto da Associação de Doulas de Portugal (ADP) ter negado o convite para participação no programa.

No dia 1/4, o telejornal da RTP1 achou a situação digna de notícia e informou sobre estes casos:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=541350&tm=8&layout=122&visual=61

A ADP, como forma de contrapor a minha Nota inicial, emitiu um Comunicado que foi largamente comentado, e que decidiram eliminar inicialmente os comentários e, poucos minutos depois toda a página do Facebook da ADP, e assim o continua a fazer nas listas privadas, sempre que alguém questiona sobre o assunto.

Reprovo totalmente a actuação da ADP perante estas situações, pois há quase 4 anos que tenho vindo a alertar para a questão, mas que nunca houve qualquer interesse, e o nome da profissional em causa continuou a ser fornecido às Mulheres que ponderavam a hipótese do Parto em Casa.

Como é do conhecimento de muitos dos que irão ler esta Nota, nunca fiz parte da Associação de Doulas de Portugal, e o último parto que acompanhei com esta enfermeira foi o de que sou testemunha, e em que ocorreu também uma morte do bebé.

Recuso-me a alimentar fundamentalismos em defesa do Parto Natural, seja ele em Casa ou no Hospital. Defendo sim,o direito à opção com base em escolhas informadas e conscientes, independentemente do local/ profissional. É fundamental garantir a qualidade e competências de todos os profissionais que estão a trabalhar para a saúde e segurança da Mãe-Bebé e Familia.

Esperemos que a Ordem dos Enfermeiros actue de acordo com a gravidade sentida nas queixas apresentadas, de forma a proteger Mães e Bebés, e para que os profissionais da classe, que nada têm a ver com este tipo de actuação (seja em contexto hospitalar ou no domicílio), não fiquem com o seu bom nome questionado.

No fundo, parece-me que este caso, está também a ser uma oportunidade para nós utentes, mais uma vez avaliarmos de que forma é que as Ordens da àrea da saúde protegem os utentes, perante suspeitas de negligência por parte dos profissionais que representam, independentemente do local onde ocorrem as situações alvo de queixa.

Tal como disse na Nota inicial, desejo que esta situação particular seja prioritária e se aproveite a reflexão que dela possa advir, para que a regulamentação e controlo do Parto em Casa, assim como francas melhorias e também controlo do Parto Hospitalar, passe a ser uma realidade alargada no nosso País.

Solicito a colaboração de todos na partilha desta nota, em substituição da anterior, para continuarmos a alertar e assim proteger as Mães/Bebés que estão a ponderar a opção do Parto em Casa, enquanto aguardamos que o devido organismo actue perante as queixas já existentes e as que estão a ser apresentadas recentemente.

Como Doula, activista do Parto, Mãe, Mulher, mas acima de tudo Cidadã, isto é o pouco que me resta fazer.

Espero que quem possa fazer no mínimo igual ou ainda melhor, o faça.

Deixo por fim os links que possam estar relacionados com o debate da regulamentação do parto em casa, e que estão a surgir em seguimentos das denúncias públicas desta profissional em particular:

TSF - 21/3/12

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2374968


RTP1 Telejornal de 1/4/12

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=541335&tm=8&layout=122&visual=61

Sexta às 9
http://videos.sapo.pt/t139z7Bmu8ZhvdYA81v0

Nota: esta última reportagem lamentavelmente inclui uma situação que nada tem a ver com a Parteira Ana Ramos. No entanto, nesta reportagem, é tornado público informação sobre o processo na Ordem dos Enfermeiros.
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S. Oliveira-BioNascimento
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Registo: 25 Mai 2005
Mensagens: 477

MensagemColocada: Qui Out 25, 2012 10:32 pm    Assunto: Responder com Citação

Tendo em conta que as devidas entidades não accionam os meios possíveis para proteger Mães e Bebés, e porque sei que a profissional em causa continua aceitar partos em casa, qui fica o meu testemunho, e outros comentários que surgiram no facebook, após a minha alerta/denúncia, relativamente ao Parto em Casa e à Enfª Ana Ramos.
Esta é das poucas coisas que posso fazer.

O meu testemunho

Acompanhei 11 Mulheres, em que a Enf Ana Ramos (AR) também foi contratada. Houve sempre algo que por uma razão ou por outra não ia correndo muito bem. Estive em dois partos sozinha porque ela ou decidiu não ir quando a Mulher chamou, ou porque teve o telefone desligado. Um mês antes deste Parto trágico, tivemos num Parto que foi transferido para o hospital, por decisão do marido, com o meu apoio, apesar de ela não o querer fazer, e que se veio a confirmar uma posição posterior do bebé, o que nunca tinha sido identificado pela AR. O comportamento dela, de culpabilizar a Mulher e a sua resistência à dor, levou a que eu tivesse decidido não continuar em Partos em casa com ela. Uma semana antes do parto trágico, tivemos uma conversa em que ficou muito claro que aquele seria o último parto juntas. E foi mesmo...

Ao ser informada do ínicio do trabalho de parto, e quando me dirigia para casa da Mulher, informei-a de que ia para junto desta, tal como sempre fiz e faço com as Parteiras. A Mulher também já a tinha informado da rotura da bolsa e do início das contracções. A AR informou-nos que estaria por Lisboa, porque tinha várias “coisas a tratar”...

Foi mantido contacto por sms durante o TP, sempre que ela questionava. A Mulher insistiu em entrar na água, momento esse que eu só gosto que aconteça, na presença da Parteira, pelo que informei-a de imediato do que estava a acontecer e enviei-lhe um sms a dizer, “para vir andando”, visto que a Mulher tinha entrado na piscina. Informou-me que estava a 21km. Levou 45 minutos a chegar, e nesse período de tempo o parto avançou rapidamente para o expulsivo.

Após a cabeça do bebé exteriorizar, eu vou à sala para anotar a hora, e oiço o barulho das malas da AR. Abro a porta e ela entra.


 A enfermeira Ana Ramos chegou após 2 contracções a cabeça do bebé exteriorizar. O bebé esteve 14 minutos com a cabeça de fora, a tentar fazer a rotação e sem o conseguir.

Perguntei-lhe se não queria ouvir o bebé, ao que ela respondeu que naquela altura já não conseguia...
Neste período não actuou nem deu indicações algumas.
Entretanto, eu por gestos, e ao sentir que havia algo estranho, fiz-lhe sinal para verificar o cordão, então a AR sugeriu que o marido verificasse se havia cordão umbilical em torno do pescoço do bebé, isto após várias contracções com a cabeça do bebé de fora. É importante salientar que o marido não é médico nem enfermeiro e a AR tinha conhecimento disso.
O marido verbaliza que não consegue e fá-lo ela. Confirma que há cordão e sai da divisão, para ir buscar a tesoura. Mas antes, ao ser questionada pela Mulher sobre o que se passava, ela verbaliza tranquilamente à Mulher que “o bebé é vaidoso”...Nesse intervalo a Mulher com a contracção seguinte faz muita força e o bebé sai sozinho.

 Quando o bebé nasceu e apesar dos sinais (cor, falta de tónus, ausência de respiração), permitiu à Mulher ficar com ele nos braços, e só após minha sugestão para ouvir os batimentos cardíacos a enfermeira Ana Ramos o fez, e ainda assim deu o estetoscópio para os Pais ouvirem. Não manifestou qualquer sinal de preocupação ou de urgência e só passados alguns minutos iniciou a “reanimação”. Eu estava angustiada, pois nunca tinha visto um bebé nascer assim. Lembro-me de lhe colocar a mão na cabecinha e de sentir pulsar imenso...

 A reanimação foi executada de uma forma estranha aos meus olhos.
No ano em causa tinha feito a iniciação de primeiros socorros na CVP, e claro que não me sentia “Socorrista” mas tinha ficado com a noção da mecanização dos actos de reanimação e de alguns procedimentos básicos. Neste momento e insegura com o que estava a assistir, decidi afastar-me e liguei para a Alemanha, a pedir a opinão a uma Parteira com longos anos de experiência no parto em casa e na água. Esta mesma Parteira disse-me para dizer à AR que aplicasse oxigénio ao bebé. Assim o fiz, e nesse momento foi-me dito que o que tinha era apenas o Ambu. Nesta altura deu novamente a auscultar o coração do bebé aos pais, e eu própria pedi para ouvir...ouvi algo muito longe...mas ainda era possível ouvir sons cardíacos.

• Nesta fase, ainda pediu autorização ao casal para cortar o cordão umbilical e para colocar a mola de plástico. A uma determinada altura pegou o bebé pelos pés, virou-o de cabeça para baixo em suspensão, disse “vocês desculpem lá” e começou de uma forma desesperada a bater-lhe nas plantas dos pés com a outra mão.

 Pediu-me então para chamar o INEM cerca de meia hora depois do nascimento. Nesta altura procurei actuar de acordo com o que tinha aprendido no curso de socorrismo, dando o nome da Mãe, morada e expliquei que se tratava de uma urgência para um bebé acabado de nascer, pelo que precisávamos de uma ambulância com cuidados neonatais. Do outro lado, senti alguma ironia e responderam-me algo do género : “Tiveram um parto em casa e agora precisam que a senhora vá ao hospital ser cozida, é isso?!”. Ao que eu respondi que não, que precisávamos de transferir o bebé e que era uma enfermeira presente a dar essa indicação. Exigiram falar com a AR . Ao telefone a enfermeira Ana Ramos verbalizou que o bebé tinha nascido com “morte aparente”, pela primeira vez.

 Sentiu-se que o INEM estava a demorar, e a Enf. Ana Ramos transferiu o bebé, no carro do Pai. Eu fiquei em casa com a Mãe. A ambulência chegou e a Mãe mandou-me dar indicação que já não era necessário. Após a enfermeira ter acompanhado o marido ao hospital com o bebé (onde o bebé ficou para ser autopsiado) e ter voltado a casa para verificar a placenta e suturar a Mãe, foi-se embora com o consentimento do casal, após ter-me verbalizado que eles precisavam de ficar a sós. Isto foi para mim muito estranho, pois por norma, fica-se muitas horas após o parto com os casais, e questionei-me imediatamente de num caso destes não o fazermos...Levei comigo tudo o que dizia respeito ao parto e por lapso o telemóvel da Mulher também. Acabei por voltar, e a convite dos pais fiquei toda a noite, até à chegada dos primeiros familiares, logo pela manhã.

• Reparámos que estava com pressa, sem na altura darmos importância. Viemos a saber mais tarde, que foi directamente para outro parto domiciliar, desta vez em Évora.

Para se emitir a certidão de óbito foi necessário fazer primeiro uma certidão de nascimento. Na presença do casal, tentei repetidamente contactar a enfermeira em questão de forma a informá-la dos procedimentos burocráticos, e assim, apoiar o casal, nestes contactos. Ela revelou-se sempre indisponível e ausente, não tomando qualquer atitude para facilitar o processo, acabando por ter sido o seu marido a servir de interlocutor, com o Pai do bebé, com quem nunca tinha havido anteriormente qualquer contacto. Foi preciso um dia inteiro de contactos, sms e emails para obter a dita certidão, todos os contactos foram com o marido da AR.

O casal informou o ciclo de amizadades da data do funeral, e ela inclusivé. Para meu espanto a AR não marcou presença no funeral.

Depois do dia do parto ela nunca mais contactou directamente o casal, mantinha contactos comigo, mas muito superficiais. Havia uma mulher suturada para vigiar e avaliar, pelo que na ausência do acompanhamento, sugeri solicitar-se a uma enfermeira minha amiga que fizesse esta vigilância, também da mesma especialidade, e que viesse verificar a sutura, pois a enfermeira Ana Ramos, nunca se mostrou preocupada com tal assunto, de acordo com o que o casal transmitiu.

Cerca de uma semana e meia após o parto, o casal informou-me que iria contactar a enfermeira de forma a solicitar uma reunião, pois havia assuntos a esclarecer, e se eu os poderia acompanhar, ao que prontamente me disponibilizei. A mesma reunião foi muito difícil de marcar e só foi conseguida disponibilidade pela facilidade de sermos nós a deslocarmo-nos ao seu centro pré e pós parto – Papás, Bebés e Cª em Évora, à hora que lhe convinha mais (09:00).

Neste encontro a enfermeira preencheu o livro do bebé, em que mencionou Apgar 3. Foi um encontro tenso, e que terminou com a nossa expulsão do respectivo centro. Foi-lhe pedido o livro de reclamações pelo casal, que não foi entregue.

Passado pouco tempo, como se nada tivesse acontecido, contactou-me porque queria adquirir piscinas de Parto. Informei-a que a venda das Piscinas estava suspensa até se perceber o que tinha acontecido. Cancelei os Partos em Casa que tinha previstos na altura. Procurei alertar as Doulas de Portugal, mas infelizmente sem qualquer efeito. Nunca fui ouvida. Passados poucos anos, temos a segunda morte de um bebé, com contornos igualmente questionáveis...
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Comentários no facebook de outras Mães vítimas desta Enfermeira

o Marta Silva
Fiquei muito emocionada ao ler o que a Sandra Oliveira escreveu e todos os comentários... Acho que se devem falar das boas e más práticas no parto, seja ele no hospital, seja em casa. É importante a informação passar. E claro verificar as fontes. Eu ainda estou a meia a tremer de emoção... ao colocar-me no lugar desses pais e penso.. e se fosse o meu filho... O meu parto foi vivido quase todo em casa (24h). Ao fim desse tempo a enfermeira parteira informou-me que dificilmente iria ter o meu filho em casa, mas que poderia optar por tentar mais umas horas. Após esta informação fui para o hospital e a começou o pesadelo... O meu filho nasceu passadas 6 horas, com ventosas, e nem pude pegar nele... foi logo para os cuidados intensivos... com uma enorme infecção e outros problemas associados... o índice de vitalidade dele era de 2 à nascença... Foi picado vezes sem conta, não o via quase nos primeiros dias pois eu também estava com uma enorme infecção e tinha de receber tratamento.Foram 10 dias de enorme sofrimento... Nunca consegui falar de novo com a parteira pois fiquei muito traumatizada com tudo... Agora vejo que deveria ter conseguido falar com ela e denunciar o que fosse para denunciar...

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o Joana Amaral Paulo

Sempre desejei um parto em casa e informei-me bastante sobre o assunto antes de engravidar. Em 2008, entre 3 contactos de enfermeiras parteiras que tinha escolhi, após entrevista a Ana Ramos. Não contratei serviços de doula!
FACTOS:
- às 04 da madrugada tinha um pouco de liquido amniótico COM muconio e ligue à Ana Ramos.
- telefonicamente ela disse-me que como as contracoes eram poucos poderia DORMIR!
- como me manifestei desconformtavel com a ideia ela deslocou-se para miha casa.
- ouviu os batimentos cardiacos à chegada
- perguntando sobre a saida para o hospital uma vez que tinha muconio, a ANA RAMOS indicou sempre que não havia necessidade (NOTE-SE QUE POSTERIORMENTE EM CONTACTO COM OUTRA PARTEIRA ESTA DECISÃO FOI TOTALMENTE INDICADA COMO ERRADA)
- POR DECISAO MINHA ficamos em casa aguardando mais algum tempo a prograsseão do parto, embora eu soube-se que tal não deveria ser por muito tempo e o meu marido estivesse cada vez mais a querer seguir para o hospital
- a espera foram 24 h, durante as quais a Ana Ramos: DORMIU, COMEU E OUVIU BATIMENTOS CARDIACOS EM PERIODOS POR VEZES SUPERIORES A 3 HORAS!!!!!!! Se eu estava cançada e com falta de noção de tempo, o meu marido não estava!
- Passadas as referidas 24 h, durante as quais uma das brilhantes tecnicas da referida parteira para ajudar na minha progressão do parto foi 'ANDAR DE CARRO PARA MUDAR O REGISTO', o meu marido tomou a decisão de partirmos para o hostpital (agradeço-lhe ate hoje por isso uma vez que o meu medo dos hospitais poderia ter terminado numa tragedia!)
- a caminho do hospital a ANA RAMOS disse-me para NÃO CONTAR QUE TINHA ESTADO EM TRABALHO DE PARTO COM RUTURA DE BOLSA E COM MUCINIO DURANTE 24 H!!!!!
DISSE-ME PARA NÃO FALAR NELA COMO PARTEIRA E SIM COMO UMA AMIGA.
- chegada ao hospital tentou meter-me MEDO a dizer que se falasse do parto em casa ia ser mal tratada
- passadas poucas horas de lá estar um familiar meu trouxe-a ate ao seu carro e partiu.
- Tive o meu lindo menino 12 h depois de chegar ao hospital. Terminei numa cesariana por falta de progressão do trabalho de parto. O bebe não estava em sofrimento mas tinha um alto na cabeça, e eu risco de romper o colo.
- estive 8 dias no hospital pois eu e o bebe tivemos uma infecção, em principio provocada pelo prolongado tempo com liquido com muconio.
- Voltei a ser contactada pela Ana Ramos 2 SEMANAS DEPOIS, para me dizer que gostava de me visitar e para receber os segundos 400 euros! (no total paguei 800 euros)
- Quando a Ana RAmos foi a minha casa eu estava com o inicio de uma depressão pos parto. A unica coisa que me lembro de ela me dizer que precisava de ouvir o meu filho e o que ele me queria dizer.
- Partiu, sem me deixar saudade!

Conheci mais tarde a história da Adelaide de Sousa, na qual me revi. Acho que não correu tão mal pois por pressão do meu marido fomos mais cedo para o hospital. A ele agradeço eternamente.

Se Deus quiser terei mais filhos, continuo a ter muitas reservas com os hospitais e os seus partos pouco humanizados. Terei de a eles recorrer uma vez que já fiz uma cesariana, mas a eles continuo a pedir maior flexibilidade e respeito pelas opções das parturientes.... fica para outra discussão!

Continuo a olhar para outros paises europeus onde o parto em casa é uma possibilidade oferecida às mulher como um futuro longe de PT.... tenho pena... a legislação do parto em casa etc etc permitiria: banir desta actividade quem demonstre más praticas, evitar que este assunto seja discutido como uma luta entre duas facções constituintes de um OLIGOPÓLIO.
Claro que também é justo dizer que existem muitas situações de negligencia, más praticas, violencia psicologia até nos hospitais (lembem-se, por exemplo do médico CONDENADO Dr. Francisco Madeira que segundo sei ainda dá consultas de ginecologia na CUF descobertas - ERA O MEU medico por ter esmagado o craneo de um recem nascido ao aplicar mal os forceps!).
Como falo de um falo de outro! E a Ana ramos não deve ser protegida SE houve má pratica apenas por estar a exercer uma actividade pouco ou nada regulada!

Não sou ninguem para avaliar o trabalho da Bionascimento. Ouvi vários seminarios dados pela Sandra os quais aprecieu, mas nunca estive com ela em trabalho de parto. Com a ANA RAMOS SIM, e por isso aqui fica o meu testemunho baseado em FACTOS!

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o Sara Vale
Bem....nao sabia que tanta gente tinha tido uma ma experiencia com a AR. Eu fui uma delas. Era para ter tido um parto em casa com ela, mas felizmente o caracter negligente e mesquinho da dita senhora revelou-se antes. Tive algumas complicacoes durante a gravidez, ao qual ela respondia sempre que era normal. Um dia particularmente dificil, em que lhe ligo saida do hospital com uma flebite detectada, disse- me que eu era insegura, que isso nao era grave e que aquela altura do campeonato ( 8 meses de gravidez) eu nao devia ter duvidas e receios. Qd lhe disse que ja nao queria ter o meu bebe com ela, caiu o Carmo e a Trindade, e chamou- me tudo, desde insegura, a instavel, etc e tal. Ja lhe tinha pago metade dos seus honorarios 600 euros sem recibo, que nunca devolveu, apesar de dizer que devolvia. Na altura so quis esquecer, ter o meu bebe e continuar com a minha vida, mas o meu marido ficou possesso, fulo com a falta de profissionalismo, sensibilidade e etica da dita senhora. Ela tb me pediu que ao contasse a ninguem a nossa " desavenca" e ate hoje mative silencio. Mas acho que chegou a hora deor um travao a tanta mas praticas!! Esta- se a lidar com maes e bebes, numa altura tao vulneravel e importante! E lamentavel.... Muita luz e amor para a familia do bebe perdido, que esta morte nao tenha sido em vao.... Sad
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S. Oliveira-BioNascimento
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Registo: 25 Mai 2005
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MensagemColocada: Ter Jun 10, 2014 3:12 pm    Assunto: Decisão da Ordem dos Enfermeiros Responder com Citação

A Ordem dos Enfermeiros chegou finalmente a uma decisão relativamente às 3 queixas apresentadas em 2010 contra a Enfermeira Ana Ramos.
Estas queixas envolveram a morte de um bebé, o conhecido caso da apresentadora Adelaide de Sousa e mais um caso de não assistência no parto.
Foram quase quatro anos de investigação que culminaram na seguinte decisão:

Conselho Jurísdicional Plenário VII. Decisão Final 152.Face a todo o exposto, delibera o Plenàrio do Conselho Jurisdicional, por voto secreto e por unanimidade, pelo cometimento de duas infrações disciplinares muito graves e uma infração disciplinar grave nos termos supra melhor recortados, tendo em conta os factos apurados e a sua gravidade, sancionar a Senhora Enfermeira Ana Cristina Leal do Carmo Matias Mendes Ramos, membro n. 1134, com a pena disciplinar de Suspensão do exercício profissional pelo prazo de 2 (dois) anos, associada à pena acessória de publicidade de pena, nos termos conjugados da alínea c) do 1, alínea b) do nl’ 2 e 4, todos, do artigo 60.0 e alínea b) do 3 do artigo 62.”, ambos do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, aprovado pelo Decreto-Lei 104/98, de 21 de abril, na redacção dada e republicada pela Lei 111/2009, de 16 de Setembro, e alínea b) do 3 e 7, ambos do artigo 41 do Regimento Disciplinar. Registe-se e notifiquem-se os interessados, nos termos e para efeitos do disposto no artigo 71 do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros.

A Enfermeira Ana Ramos está oficialmente suspensa desde a primeira semana de Junho de 2014.

Em seguimento do caso do início de 2012 existe ainda em curso uma queixa na Ordem dos Enfermeiros, e uma queixa Crime.
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