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Autor Mensagem
hecep



Registo: 26 Mar 2008
Mensagens: 58

MensagemColocada: Ter Mai 27, 2008 1:38 pm    Assunto: Responder com Citação

Segundo o médico era um nó verdadeiro, ele diz que deve ter surgido por volta do 4º mês de gestação ou antes. Não admira que o meu filho fosse sossegado no útero (agora é um reguila), ele lá deve ter percebido que era melhor não se mexer muito.
Eu questionar as práticas questiono, não me deram foi qualquer opção em relação a determinadas coisas. Eu se tiver outro filho cá tenciono discutir seriamente a questão do soro glucosado, estou a pensar inclusivé em arranjar biobliografia sobre o assunto para discutir melhor a coisa. Tenciono também se tudo estiver a correr bem em esperar pelo menos até 41º semana, até às 42 não sei se tenho coragem. Se o parto começar expontâneamente adiar o máximo que puder a ida para o hospital, tentar ir para lá mesmo já só fazer a expulsão. Mas eles cá dizem que se as água rebentarem temos de ir logo para o hospital pois pode estar a ser exercida pressão no cordão umbilical pela cabeça do bébe...
A episiotomia também hei de discutir. E eu queria mesmo era ter o bébe sentada, mas isso então é que não estou mesmo a vêr mas não custa tentar. Consta que houve uma senhora da guiné que se rebelou na sala de expulsão e pôs o lençol no chão e teve o bébe de cócoras antes do médico e a enfermeira se terem apercebido. Ah, grande mulher, aquilo é que é coragem, não sei quem é mas admiro-a!
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Elisa Santos



Registo: 28 Ago 2007
Mensagens: 48
Local/Origem: Porto

MensagemColocada: Ter Mai 27, 2008 4:49 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá
O nó verdadeiro como já referi, dificilmente é detectado ecograficamente e acho que é muita presunção afirmar que foi pelo 4º mês de gestação que surgiu...normamelmente é detectado, isto é, suspeita-se durante o trabalho de parto porque surgem aquilo que nós chamamos de desacelarações durante as contrações... Acho que realmente deve ir bem documentada pra realmente fazer valer os seus direitos e se for caso disso pode sempre denunciar esse tipo de atitudes no portal de saúde. Atitudes que contrariem o que a OMS (organização mundial de saúde) preconiza no atendimento ao parto. A posição de parir, de acordo com a OMS é aquela que a própria mulher se sentir mais confortável e a posição de cócoras ou sentada é a mais fisiológica.
Bjo e Felicidades
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lpissarra



Registo: 17 Abr 2008
Mensagens: 5

MensagemColocada: Dom Jun 01, 2008 2:47 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá de novo a todas.
Como vejo pelo desenrolar da conversa, uma coisa são as recomendações "no papel" e da OMS e as evidências científicas mais actuais e outra, por vezes bem diferente, são as práticas e os hábitos. Eu tenho amigos e familiares médicos e estudei sobre a saúde humana, por isso sei do que falo e já tive várias discussões acesas acerca de procedimentos médicos que considero pouco correctos à luz da evidência científica, mas q apesar disso se mantém. Os médicos são mt defensivos e pró-activos e por isso não aceitam bem q se questione a sua autoridade e tentam controlar ao máximo todas as variáveis. Sabem do q sabem e são intervencionistas. E mesmo que se vão actualizando nos conhecimentos são, como toda a gente, animais de hábitos. E "em equipa q ganha n se mexe"! Por isso se um procedimento (a indução, a epidural, a episiotomia, as ventosas, os forceps) lhes facilita o trabalho (pôr cá fora um bebé saudável), eventuais efeitos secundários (na mãe, n no bebé) menos relevantes (e ferida normalmente sara sem consequências de maior), é claro q o continuarão a efectuar!
It's only human!
Portanto creio que de facto o único modo de contrariar tais procedimentos é ter o máximo de informação fidedigna e actualizada e reivindicar outros procedimentos com essa justificação. Se nós soubermos do que estamos a falar e dos riscos associados com cada opção, então um médico não nos poderá justificar a sua discordância com um simples "pq eu acho q é melhor assim"!
E para além de fazer valer o nosso direito ao tratamento q desejamos, devemos tb denunciar as más práticas, para com isso beneficiar tb outras mulheres.
E por isto mesmo, eu aproveitava para perguntar à Elisa e à Sandra quais as fontes mais fidedignas onde encontrar a informação científica mais actualizada (temos de ir pesquisar nos jornais científicos de obstetrícia, q provavelmente n são de acesso livre, ou há artigos de revisão ou resumos actualizados de acesso livre?) e os procedimentos aconselhados pelas autoridades de saúde? As recomendações oficiais da OMS ou do colégio de obstetrícia da Ordem dos Médicos podem ser consultadas?
Obrigada, jinhos,

Luísa
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Sílvia



Registo: 24 Ago 2005
Mensagens: 97
Local/Origem: Odivelas

MensagemColocada: Seg Jun 02, 2008 2:28 am    Assunto: Responder com Citação

Olá, Luísa!

Olha, não te importas que te dê eu uma ajudinha, enquanto a nossa Sandra (e provavelmente a Elisa) anda sem mãos a medir e com pouco tempo para respirar?

Respondendo às últimas questões que colocas:

Bem, sendo verdade que, em geral, a classe médica se mostra demasiado fechada naquelas que são as suas rotinas profissionais, também é verdade que o acesso à informação de que fazem, ou deviam fazer uso está hoje em dia acessível a qualquer um - Viva a internet!

Quanto a directivas/recomendações da OMS, no que respeita à gravidez, parto, pós-parto e cuidados ao recém-nascido, aqui tens:

http://www.who.int/reproductive-health/publications/pcpnc/pcpnc.pdf

Nesta publicação da OMS, merece particular atenção os "DO NOT" que aparecem a bold ao longo de todos os capítulos, que correspondem a práticas absolutamente desaconselhadas, tantas delas comuns nos nossos hospitais, infelizmente...

Incontornável também, pelo seu valor científico e muito actualizado, é o livro aqui mesmo disponibilizado, no site da BioNascimento, em versão on-line (viva a BioNascimento!!!), o Guia para atenção efetiva na gravidez e no parto:

http://www.bionascimento.com/index.php?option=com_content&task=view&id=166&Itemid=0

Há ainda outras fontes, de consulta menos simples, mas igualmente acessíveis... Não ficando portanto satisfeita, é só dizeres...

Beijinhos

Sílvia
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Elisa Santos



Registo: 28 Ago 2007
Mensagens: 48
Local/Origem: Porto

MensagemColocada: Seg Jun 02, 2008 6:26 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá
Realmente ando ocupada como sempre :)) O meu maior problema é que o dia só tem 24 horas e eu preciso de dormir de vez em quando umas 8 horas seguidas.
Eu não teria respondido melhor à Luísa ;)
Deixo aqui um link para quem quiser reclamar dos serviços de saúde que é um direito e um dever nosso como cidadãs.
http://www.hospitaissepe.min-saude.pt/Apoio_Utente/SugReclamacoes
www.hospitaissepe.min-saude.pt/apoio_utente/portal_saude
Bjo e felicidades
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AlexandraEgas



Registo: 22 Mai 2008
Mensagens: 10

MensagemColocada: Sáb Jun 07, 2008 7:27 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá a todas. É a primeira vez que participo e gostaria de dar o meu testemunho. Fui mãe vai fazer 5 meses e na maternidade onde estive é prática comum a episiotomia não pelos médicos (porque não vi nenhum durante o parto) mas sim pelos enfermeiros. Não me perguntaram nada apenas a fizeram. Acho que este metodo é deveras horrendo para a mulher. Durante o tempo que estive internada não fui sequer a cama, passei 2 dias sempre em pé pois nem podia subir para a cama nem podia sentar-me. Não me conseguia mecher durante as 3 primeiras semanas, deitar-me sentar-me, levantar-me, subir escadas, andar de carro entre outras causavam-me muita dor. A enfermeira que me fez a revisão(1 mês após o parto) disse-me que poderia recomeçar a minha actividade sexual, fi-lo quase aos 3 meses e ainda agora após quase 5 meses tenho bastantes incómodos. Sinceramente não sei onde está a consciencia dos serviços de saúde das maternidades.
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Elisa Santos



Registo: 28 Ago 2007
Mensagens: 48
Local/Origem: Porto

MensagemColocada: Dom Jun 08, 2008 12:45 am    Assunto: Responder com Citação

Olá
Obrigada pelo seu testemuho e pela participação. O facto de não ter visto nenhum médico, se foi durante a noite é comum tal como é comum em hospitais ou maternidades mais pequenas. O nascimento não tem que ser necessariamente um acto médico.
Relativamente a episiotomia, uma prática em desuso mas muito utilizada, infelizmente, na maioria das nossas institiuções porque é muito difícil mudar as mentalidades... tambem o facto das instituições serem hierarquizadas com normas e rotinas ditadas por quem detém o poder dificulta a mudança e a vontade de mudar...os enfermeiros não trabalham sozinhos, trabalham numa instituição que tem protocolos, por vezes rígidos e absoletos... Eu também trabalho numa instituição e sei o quanto é difícil tentar implementar algo mesmo com evidência científica comprovada.
Infelizmente, na maioria das vezes, não se leva em conta a vontade da mulher, mas a mulher também tem o dever de questionar o que lhe estão a fazer e o porquê ou a razão de tal procedimento. A sua indignação é legítima e acho que deveria de fazer uma reclamação para o ministério da saúde, gabinete do utente. Enquanto as mulheres mantiverem o silêncio as práticas não mudam... A consciência dos serviços das maternidades está em quem detém o poder ;)
Bjo
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AlexandraEgas



Registo: 22 Mai 2008
Mensagens: 10

MensagemColocada: Ter Jun 17, 2008 10:20 pm    Assunto: Responder com Citação

Não o parto foi de dia às 17:50 min. Mas correu tudo bem. Quanto à episiotomia, apesar de horrenda penso que era necessário porque o bebé vinha com o cordão enrolado ao pescoço. O que me deixou triste foi que não tive apoio de ninguém no hospital(mas acho que é geral) entregaram-me às 22:00 a menina e a partir daí desenrasca-te. Não conseguia comer sozinha porque não me sentava, se não fosse o meu marido dar-me a comida nem comia essa noite. Passei os 2 dias de internamento levantada sem dormir porque me custava sair da cama (são muito altas)para cuidar do bebé. Noutos paises é bem diferente, mas é o que temos. bj
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csofia



Registo: 19 Jun 2008
Mensagens: 5

MensagemColocada: Dom Jun 22, 2008 12:44 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá.
Venho manifestar as minhas experiências. Dois partos um com epidural, forceps, ventosas, 6 horas de trabalho de parto, 5 pontos h´´a cinco anos atrás.Outro há dois meses- não quiz epidural, consegui colaborar visto ter controlo sobre mim, entrei na sala de partos ás 00H05M, e o meu filho nasceu ás 00H45M, sem forceps, sem ventosas sem nenhum ponto. Tive um rapaz de 3,550Kg. Passei a ser adepta de tudo o mais natural possivel.
Beijinhos
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diana rocha



Registo: 21 Nov 2011
Mensagens: 4

MensagemColocada: Seg Nov 21, 2011 6:26 pm    Assunto: Responder com Citação

ola, tive um parto fantástico e lembro me de dizer á minha parteira: nem pensar em cortar- me só em caso de real necessidade.
pois ela explicou me que tb estava de acordo comigo e que não aconselhava de todo a cortar, mas que os medicos preferem cortar a cozer 3 pontitos do que cozer uma "rasguita" menor mas que demora mais tempo a cozer.
pois é minhas senhoras é tudo pensado para bem dos queridos medicos.
induzir o parto para que esses senhores possam ir para casa ou de férias quando o tinham previsto... é a dura realidade e se nós mulheres e mães não nos opormos a certas práticas " inhumanas" quem o fará?????
boa sorte a todas
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